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QUINTÃO/José Romualdo Nasceu no ano de 1933, na cidade de CALAMBAU* (Minas Gerais). É autodidata, embora tenha feito nos meados de 1950 o vestibular para Universidade Mineira de Arte, que freqüentou por quatro meses, montando a seguir um atelier com Luiz Azevedo e Maurício Janot Pacheco. Em 1959 matriculou-se na Escola Guignard e, dias depois, por ter faltado à três aulas seguidas, levou uma admoestação da Professora de Gravura Yara Tupinambá, hoje sua amiga, e parou de freqüentar a escola.
Seu descobrimento pela jornalista e crítica de Arte do jornal "Estado de Minas", foi um acaso.Era famoso o tiro ao alvo do pintor primitivo Rodelnégio Gonçalves, na esquina da Av. Amazonas com a rua São Paulo, em Belo Horizonte (MG),que além de dirigir a casa lá expunha os seus quadros. Quintão,uma tarde, passando pelo tiro ao alvo, viu as telas de Rodelnégio, gostou dos trabalhos alí expostos e quis conhecer o autor, que o convidou para, também, expor suas telas naquele local. Foi quando Mari'Stela Tristão praticamente os conheceu e os lançou:" ela foi a minha fada madrinha", assim se expressa, com gratidão, o pintor quando o nome dela é lembrado. A partir deste momento a dupla Quintão e Rodelnégio passou a ser conhecida nos meios artísticos de Minas e em outros estados. O pintor reside em Belo Horizonte, Capital do Estado de Minas, desde 1954 e o seu atelier atualmente está localizado no bucólico Condomínio Canto das Águas, localizado no município de Rio Acima (MG), que integra a APASUL (ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DA REGIÃO SUL DA GRANDE BELO HORIZONTE). Em Rio Acima (MG) é Presidente do Conselho Fiscal da Associação Rio Acima/Natureza Viva, que visa a recuperação do homem e da preservação de seu belo entorno, com mais de oitenta cachoeiras e duzentas e cinqüenta nascentes.
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José Pedrosa, na homenagem que lhe foi prestada no local de nascimento do reconhecido escultor e aonde foi implantado o Condomínio Canto as Águas, Rio Acima (MG). Por sugestão do pintor Quintão,o seu espaço cultural recebeu o nome do ESCULTOR JOSÉ PEDROSA" . Ao centro o escultor Franz Weissmann, tendo ao seu lado o pintor Quintão e a Sra. Janete Koogan, esposa do saudoso colecionador Samuel Koogan. |
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No momento em que o neo-realismo busca interpretar a realidade nua e crua mos trando a angústia e o desespero em que se debate a civilização atormentada, Quintão propõe o relax, resumindo toda expressividade de sua arte primitivamente pura no equilíbrio entre o sonho e uma realidade que apesar de tudo ainda existe." (MARI'STELA TRISTÃO)
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"Apesar de seus progressos técnicos e novos conhecimentos, Quintão continua alheio aos novos problemas atuais, para os quais somos todos nós impedidos ou questionados. A sociedade industrial a comunicação em massa e a técnica esmagadora não o sufocou. Tem ainda o dom juvenil de crer no que lhe foi contado ou de retratar sua vivência de criança. Acrescente-se ainda que Quintão é um excelente documentarista da nossa vida rural." SÉRGIO MALDONADO-(Professor de História e Crítico de Arte |
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"Quintão talvez nem saiba explicar direito a razão de seu chamamento. Ele só sabe que uma ânsia interior o terá levado para a pintura. E ele registra sua percepção do mundo. Percepção seria a apreensão sensorial de um complexo de dados sensíveis, no sentido global. Na velha psicologia atomista a percepção foi interpretada como sendo um produto complexo, reunião de mosaicos, partindo-se de sensações elementares, ao passo que, de acordo com os modernos pontos de vista relativos à totalidade psíquica, a percepção seria tão somente o ato primitivo. Em seguida é que se faz a decomposição dos elementos. Parece complicado o que estou dizendo, mas é simples: Quintão não regula bem da cabeça porque, apesar da miséria e da corrupção,consegue pintar o lado alegre da vida!." (Manoel Lobato - Escritor e redator do Jornal Minas Gerais) |